
Em momentos de estudo, leitura clássica ou descoberta da literatura portuguesa, os livros de Eça de Queirós são escolhas essenciais para quem deseja conhecer obras marcadas por crítica social, ironia refinada e personagens que revelam os costumes de sua época. Considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa, Eça de Queirós se destacou no século XIX com romances, contos, crônicas e textos de viagem que ajudaram a consolidar o Realismo em Portugal, com obras conhecidas como O Primo Basílio, Os Maias, O Crime do Padre Amaro e A Cidade e as Serras. Entre os principais benefícios de ler Eça estão o contato com uma escrita rica, a compreensão de temas históricos e sociais, a análise de comportamentos humanos e a oportunidade de ampliar o repertório literário com narrativas que continuam relevantes. Ao comprar livros de Eça de Queirós, observe se a edição mantém o texto integral, se há notas explicativas, introdução crítica, qualidade da tradução ou adaptação quando houver, formato físico ou digital, estado do exemplar e se a linguagem atende melhor a estudo escolar, vestibular, leitura acadêmica ou interesse pessoal. Conheça a seleção dos nossos editores para os melhores livros de Eça de Queirós para você comprar online.
Durante uma viagem prolongada de seu marido, Luísa se deixa seduzir por Basílio, um primo seu que voltava a Portugal depois de uma temporada no Brasil. Imprudentes e indiscretos, os amantes acabam flagrados por Juliana, a empregada da casa, que passa a chantagear a patroa. Com o anúncio da iminente volta do marido, está armado o cenário para um caso exemplar de decadência do estilo de vida pequeno-burguês, com seus preconceitos e moralismos, seus tipos parasitários, suas relações amesquinhadas e seu frágil equilíbrio. Esta edição de O primo Basílio traz textos introdutórios inéditos de Lilian Jacoto, professora de literatura portuguesa da Universidade de São Paulo, e do escritor e crítico literário Silviano Santiago.
O conto é uma narrativa pouco extensa, concisa e que contém unidade dramática, concentrando a ação em um único ponto de interesse. Eça de Queirós foi um artesão exímio do gênero, iniciador do Realismo na literatura portuguesa e possuidor de um domínio inigualável da palavra escrita. Além de produzir romances de fascínio permanente, entre eles, algumas obras-primas, foi também um mestre da narrativa curta. Neste volume foram antologiados vários trabalhos do autor: Civilização, José Matias, Singularidades de uma rapariga loura, O defunto, Um dia de chuva, O suave milagre (o mais popular) e No moinho.
O enredo de O crime do padre Amaro gira em torno de Amaro Vieira, lisboeta, filho de um casal que trabalhara para o marquês de Alegros. Órfão aos 6 anos, é a marquesa quem toma conta dele e o prepara para seguir a carreira eclesiástica. Vivendo entre as criadas, cresce um menino mimado. Quando entra para o seminário, aos 15 anos, é um rapaz física e psicologicamente fraco. Aceita passivamente o sacerdócio, sem demonstrar nenhuma inclinação para esse tipo de vida. Por intermédio de um antigo professor no seminário, o cônego Dias, "mestre de moral", Amaro obtém a paróquia da cidade de Leiria, no interior de Portugal. Hospeda-se na casa de S. Joaneira, concubina do cônego, viúva e com uma filha, Amélia, uma linda morena de 23 anos. Amélia é seduzida por Amaro, tornando-se sua amante. O cinismo e a imoralidade dos colegas (cônego Dias, padre Natário e padre Brito), que vivem a explorar a ingenuidade e a mente supersticiosa dos fiéis, amortecem a consciência de Amaro, que acaba como eles, não hesitando em satisfazer seus desejos pessoais à custa daqueles a quem deveria servir de guia espiritual e moral. A exceção é o abade Ferrão, o único religioso virtuoso do romance. As beatas de Leiria, porém, não compreendiam sua simplicidade e austeridade e o consideravam um "relaxado". Sua firmeza de caráter e seriedade no cumprimento da missão sacerdotal põem em evidência a corrupção moral e a hipocrisia dos outros padres, acentuando ainda mais a crítica social de Eça de Queirós.
Obra máxima de Eça de Queirós em edição bolso de luxo pela coleção Clássicos Zahar Os Maias envolve o leitor na irresistível atmosfera da Lisboa de fins do século XIX. Tendo como protagonistas Carlos Eduardo da Maia e Maria Eduarda, e apresentando outros personagens memoráveis, como João da Ega, Dâmaso Salcede e o casal Gouvarinho, o livro narra a trajetória de três gerações de uma família, a história de um amor impossível e os rumos de um país. Neste marco da literatura portuguesa, Eça dá vida a um refinado jogo social e compõe um panorama da cultura e dos problemas sociais e políticos do seu tempo, numa prosa limpa, cortante e inigualável. Esta edição traz o texto integral de Eça de Queirós e uma breve apresentação, tudo isso no padrão de qualidade dos Clássicos Zahar. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.
Em A Relíquia, Eça de Queirós observa as instituições e identifica as causas da decadência de Portugal por meio da sátira. Nesse contexto, Teodorico Raposo representa o burguês oportunista, que se apoia nos valores cristãos para ser admirado por Titi, sua tia solteirona, beata e cruel. Para atender a um desejo dela, vai a Jerusalém buscar uma santa relíquia que cure as doenças e aflições da mulher, para receber sua herança.
Gonçalo Ramires é membro de uma dinastia decadente, mas orgulhosa do passado nobre. Como saída para um impasse financeiro, entrega-se a um empreendimento agrícola na África. Ao narrar essa transformação moral, Eça de Queirós tece uma mordaz crítica a Portugal, um país que cultua a família mas cujo sucesso depende da exploração colonial. A professora Marise Hansen, que assina o prefácio e as notas, elucida o contexto de produção da obra – o autor vivia em Paris, amargo e extremamente patriótico. Prefácio e Notas Marise Hansen (Col. Bandeirantes) Ilustrações Sérgio Kon Sumário Apresentação – Marise Hansen A Ilustre Casa de Ramires Notas
Preso a uma existência rotineira, medíocre e com um modesto salário, Teodoro, no entanto, era ambicioso. Até que um dia, em meio as suas leituras, leu o seguinte trecho - 'No fundo da China existe um mandarim mais rico que todos os reis que a fábula ou a história contam (...) Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que toques essa campainha, posta ao teu lado sobre um livro. Ele soltará apenas um suspiro, nesses confins da Mongólia. Será então um cadáver, e tu verás a teus pés mais ouro do que sonha a ambição de um avaro. Tu, que lês e és um homem mortal, tocarás tu a campainha?' Teodoro toca a campainha e transforma a sua vida...
Prosas barbaras é uma coletânea de contos escrita pelo autor português Eça de Queirós. Publicado pela primeira vez em 1903, o livro é composto por 13 contos, cada um deles abordando diferentes temas e personagens. Eça de Queirós é conhecido por sua escrita realista e crítica social, e Prosas barbaras não é exceção. Os contos retratam a vida e a sociedade portuguesa da época, revelando as camadas mais sombrias e hipócritas da sociedade burguesa. As histórias retratam personagens desesperançadas, e exploram temas como a corrupção política, a decadência moral e a desigualdade social. Através de uma prosa hábil e lírica, Eça de Queirós mergulha o leitor em um retrato profundo e muitas vezes perturbador da sociedade portuguesa do final do século XIX. Prosas barbaras é considerado uma obra-prima do realismo e uma das grandes contribuições da literatura portuguesa. É uma leitura indispensável para aqueles que buscam uma análise crítica da sociedade e uma exploração das complexidades humanas.
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