
Em momentos de introspecção, como ao buscar leituras que tragam sensibilidade e reflexão sobre a vida, os livros de Emily Dickinson se destacam por oferecer poemas profundos e intimistas que exploram temas como amor, morte, natureza e espiritualidade, sendo a autora uma das mais importantes vozes da poesia norte-americana do século XIX, cuja obra ganhou reconhecimento após sua morte e hoje é amplamente estudada e admirada no mundo todo, trazendo benefícios como contato com uma linguagem poética única, estímulo à reflexão emocional e apreciação estética da escrita, com diferenciais que incluem versos curtos, uso marcante de pontuação e metáforas intensas que convidam a múltiplas interpretações, sendo importante observar na hora da compra se a edição é bilíngue, a qualidade da tradução e se há notas explicativas que ajudem na compreensão dos poemas, especialmente para quem está começando nesse tipo de leitura, Conheça a seleção dos nossos editores para os melhores livros de Emily Dickinson para você comprar online.
Este é o primeiro volume da poesia completa de Emily Dickinson, publicado em edição bilíngue pelas editoras da Unicamp e da UnB, com tradução de Adalberto Müller. A publicação traz notas explicativas e variantes (outras versões do mesmo poema) e, na margem das páginas, as alternativas (palavras ou expressões) que a autora anotava como possíveis substituições a serem feitas. Traz também um posfácio com apresentação dos aspectos editoriais relativos à transcrição dos poemas e referências que ajudam o leitor a compreender o contexto em que a obra foi produzida. Emily Dickinson deixou cerca de 1.800 poemas em mais de 30 anos de atividade literária. O segundo volume será publicado em 2021.
A poesia de Dickinson é marcada por uma peculiar gramaticalidade: inserção forçada de plurais, posições sintácticas invertidas, ou, muitas vezes, desrespeito pelos géneros, pelas pessoas ou pelas concordâncias verbais. E ainda necessário destacar da linguagem de Dickinson não só os desvios sintáctico-formais, mas ainda os desvios semânticos internos, aqueles que sustentam, pela ruptura, a arquitectura dos seus textos poéticos e que resultam numa linguagem críptica, compacta, plena de elipses, traduzida em textos que desafiam a tradição da poesia enquanto comunicação e oferecem à linguagem literária um lugar de destaque e autonomia mais próximo da estética que informa a poesia moderna. Excessiva, em relação ao seu tempo; excessiva, mesmo em relação ao nosso, pela opacidade de leitura e apreensão e pelas temáticas envolvidas. “Uma linguagem altamente desviante que arrisca tudo”, como defende David Porter, pois, “na extrema elipse e transposição, desbasta a armadura mesma do sentido”.
Emily Dickinson nasceu em Amherst, Massachusetts, em 1830, e morreu na mesma cidade em 1886. Por volta de 1860, iniciou a fase madura de sua poesia e, salvo dez poemas divulgados em jornal, a obra de Emily só foi difundida após a sua morte. De intensa emoção concentrada, sua poesia é única e antecipatória em termos de densidade léxica e liberdade sintática. A primeira edição trazia 45 poemas e esta, revista e ampliada, traz 35 novas traduções.
Emily Dickinson (1830-1886) nasceu, viveu e morreu na pequena cidade de Amherst, Perto de Boston, numa das regiões de tradição mais conservadora dos Estados Unidos do século XIX, e passou os últimos vinte anos em completa reclusão.Ao arrumar o quarto de Emily depois que ela morreu, sua irmã Lavinia encontrou uma gaveta cheia de pápeis em desordem. Eram dezenas de fascículos costurados e folhas soltas com uma grande quantidade de poemas, dos quais apenas dez haviam sido publicados, anonimamente e por iniciativa de terceiros, em periódicos regionais. Disposta a divulgar a obra da irmã, cuja magnitude até então desconhecia, Lavinia entrou em contato com Thomas higginson, influente crítico literário da época (hoje lembrado apenas por sua associação com a obra de Dickinson), que durante trinta anos renegou todos os versos que Emily lhe submetera, e uma obscura escritura, Mebel todd, que por cinco anos havia frequëntado a sua casa sem nunca chegar sequer a vê-la. Dessa parceria pouco promissora surgiu a publicação póstuma de um volume de poemas, seguida em pouco tempo de outras duas edições aumentadas, em vista da inesperada acolhida. Daí em diante a obra poética de Emily Dickinson, composta de quase 1.800 poemas, passou a ser reverenciada por uma crescente legião de leitores fiéis e críticos exigentes. Este livro, que registra a passagem dos 120 anos de sua morte, reúne 245 traduções, entre as quais, pela primeira vez, a de todos os “poemas do Brasil” (quatro poemas nos quais ela se refere ao nosso país). É a mais extensa coletânea já publicada entre nós da obra desta que é hoje considerada uma das maiores expressões poéticas de língua inglesa de todos os tempos e que ocupa um merecido lugar no cânon literário universal. Carlos Daghlian
O chamado 'Livro de horas' constituía um gênero medieval, que continha orações e salmos para as diversas horas do dia. Em geral, vinha ornamentado por iluminuras, esses contornos de flores e volutas que, como bordados, circundavam os manuscritos. Angela-Lago procurou não perder isso de vista ao selecionar e traduzir os poemas de Emily Dickinson que compõem este livro.
Edição bilíngue - o original em inglês e tradução frente a frente - com os mais famosos e representativos poemas de Emily Dickinson 1830-1886, poeta americana que hoje desfruta de merecida fama, embora em vida tenha sido quase anônima. O livro éenriquecido por breves comentários de tradução e uma biografia da Autora.
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