
Para quem aprecia a qualidade sonora e a experiência de ouvir música em um toca-discos, os discos de MPB em vinil que não podem faltar na coleção reúnem álbuns que marcaram a história da música brasileira e influenciaram diferentes gerações de artistas e ouvintes. A Música Popular Brasileira reúne uma grande diversidade de estilos e intérpretes, com obras de nomes consagrados que transitam entre samba, bossa nova, tropicalismo, folk, jazz e outros gêneros, fazendo com que muitos desses álbuns sejam considerados referências culturais e musicais. Os principais diferenciais entre as edições incluem a prensagem, a qualidade do áudio, o estado de conservação no caso de discos usados, a apresentação gráfica da capa, o encarte e o fato de serem edições originais, relançamentos ou versões remasterizadas, características que podem influenciar tanto a experiência de audição quanto o interesse de colecionadores. Na hora da compra, vale verificar a procedência do disco, o estado do vinil e da capa, o tipo de edição, a compatibilidade com seu toca-discos e as avaliações de outros compradores para fazer uma escolha mais adequada. Conheça a seleção dos nossos editores para os melhores discos de MPB em vinil que não podem faltar na coleção para você comprar online.
Apresentando-se através da música escrita por roberto e erasmo carlos, “meu nome é gal’, uma das maiores cantoras brasileiras lançava, em 1969, seu segundo álbum solo, “gal”. Produzido por manuel barembein, esse disco volta às prateleiras pela coleção “clássicos em vinil”, da polysom. A voz marcante e inconfundível de gal costa já deixava claro, desde seu primeiro álbum solo, homônimo, que tratava-se de um dos maiores talentos de todos os tempos da música brasileira. “gal” é considerado o trabalho mais psicodélico de sua carreira, o que fica perceptível até mesmo na imagem da capa. Composto por 9 faixas, ela dá voz à canções de grandes compositores, como jorge ben jor (“país tropical” e “tuareg”), caetano veloso (“cinema olimpia” e “the empty boat”), jards macalé e capinam (“pulsar e quasars”), entre outros. Lado a 1. Cinema olimpia 2. Tuareg 3. Cultura e civilização 4. País tropical - participação: g. Gil e c. Veloso 5. Meu nome é gal lado b 1. Com medo, com pedro 2. The empty boat 3. Objeto sim, objeto não 4. Pulsar e quasars.
Tendo lançado seu primeiro álbum, homônimo em 1974, aos 66 anos, cartola mostrava porque já há muito tempo era considerado um dos maiores representantes do samba. A sequência da obra desse grande mestre, chegou às lojas dois anos depois, em 1976, com “cartola”. Trazendo mais alguns grandes sucessos de sua carreira, como “o mundo é um moinho” e “as rosas não falam”, o disco volta às prateleiras em vinil de 180 gramas, pela coleção “clássicos em vinil”, da polysom. O disco, assim como o primeiro, traz arranjos de horondino josé da silva (dino), com produção de juarez barroso. Das 12 faixas, 10 são de autoria de cartola, sendo uma em parceria com alcebíades barcelos. Completando o álbum, estão “preciso me encontrar”, de candeia, e “senhora tentação”, de silas de oliveira. Entre as participações especiais, destaca-se a de creusa, filha de criação do cartola, que canta com ele duas faixas. Lado a 1. O mundo é um moinho 2. Minha 3. Sala de recepção 4. Não posso viver sem ela 5. Preciso me encontrar 6. Peito vazio lado b 1. Aconteceu 2. As rosas não falam 3. Sei chorar 4. Ensaboa 5. Meu drama 6. Cordas de aço
Pai da soul music brasileira, Tim Maia dispensa apresentações, sendo um dos maiores artistas da música brasileira. Já em seu álbum de estreia, homônimo lançado em 1970, ele mostrava que estava destinado a se tornar uma lenda. Considerado um dos 100 melhores da discografia nacional, o disco volta às prateleiras tal qual o original, pela coleção “Clássicos em Vinil”, da Polysom, com licenciamento da Universal. O álbum foi produzido por Jairo Pires e Arnaldo Saccomani e é composto por 12 faixas, em sua maioria assinadas pelo cantor. Apresentando ao Brasil sua voz inconfundível e estilo único, Tim registrou nesse primeiro disco alguns de seus maiores sucessos, como “Azul da Cor do Mar”, “Cristina”, parceria sua com Carlos Imperial, “(Vai Chuva) Primavera” e “Eu Amo Você”, essas duas últimas de autoria de Cassiano e Silvio Rochael, entre outras. LADO A 1. CORONEL ANTONIO BENTO (CORONÉ ANTONIO BENTO) 2. CRISTINA 3. JUREMA 4. PADRE CÍCERO 5. FLAMENGO 6. VOCÊ FINGIU LADO B 1. EU AMO VOCÊ 2. (VAI CHUVA) PRIMAVERA 3. RISOS 4. AZUL DA COR DO MAR 5. CRISTINA Nº 2 6. TRIBUTO À BOOKER PITTMAN.
Um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, ‘Elis & Tom’ surgiu como um presente da Philips (Universal Music) em comemoração aos dez anos de contratação da cantora. A união dos titãs se mostraria benéfica para ambos, ela desejando ser prestigiada, após cantar inadvertidamente num evento do Exército em plena ditadura militar, e ele, há alguns anos morando no exterior, vendo na associação a ela um meio de ampliar seu público em solo brasileiro e marcar definitivamente seu nome como compositor da chamada MPB A princípio, as gravações, ocorridas entre fevereiro e março de 1974, em Los Angeles, EUA, não foram muito harmoniosas, já que Elis encontrou um Tom arredio com a ideia ter suas composições arranjadas no piano elétrico de César Camargo Mariano, então marido da cantora. Tom ainda tentou arregimentar os maestros Claus Orgeman e Davi Grusin para o projeto, mas eles não estavam disponíveis César foi o arranjador de treze das quatorze faixas, enquanto Tom Jobim assinou o arranjo de ‘Modinha’. O irretocável repertório, composto de clássicos, ganhou o acompanhamento dos grandes músicos Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo), Oscar Castro Neves (violão), Paulo Braga (bateria) além do próprio Tom (piano e violão) e César Camargo Mariano (pianos elétrico e acústico) O maestro Bill Hitchcock regeu uma orquestra de cordas em cinco faixas. O clima desanuviou quando Elis soltou sua voz. “Foram momentos vividos por duas pessoas muito tensas, que só conseguem se descontrair através da música”, revela a cantora no texto da contracapa Essa descontração é confirmada logo na primeira faixa, ‘Águas de março’, um dos duetos mais famosos da música brasileira Contrapondo faixas de acento bossanovístico, como ‘Triste’, ‘Brigas nunca mais’ e a irresistível ‘Só tinha de ser com você’, a outras mais dramáticas, como ‘Pois é’, ‘O que tinha de ser’ e ‘Soneto de separação’, ‘Elis & Tom’ agradou crítica e público, sendo cultuado até os dias atuais.
Conhecido popularmente como o “disco do tênis”, em referência à imagem da capa, o álbum é um marco na carreira desse grande nome da MPB e da música mineira. “Lô Borges” volta às prateleiras pela coleção “Clássicos em Vinil”, da Polysom, em vinil de 180 gramas. Com direção de produção de Milton Miranda, direção musical de Maestro Gaya e dois luxuosos assistentes de produção, Milton Nascimento e Márcio Borges, o disco traz 15 faixas. As canções são todas assinadas por Lô, algumas com parceiros como seu irmão, Márcio, Tavinho Moura e Ronaldo Bastos. Na banda que o acompanhou, estão grandes nomes como Toninho Horta, Beto Guedes e Zé Geraldo. A sonoridade tem um toque de experimentalismo, unindo jazz, rock e MPB.
Em 1974, Secos e Molhados gravava o seu segundo e último álbum com a formação original. Mais elaborado e menos popular que o primeiro, como “definido” por Ney Matogrosso, o disco é composto por músicas de temática social como “O Doce e o Amargo”, “Preto Velho” e “Tercer Mundo”. Com poucas palavras, a cabeça do grupo e compositor João Ricardo conseguia abordar temas profundos, como em “Não: Não digas nada”, em “Toada & Rock & Mambo & Tango & ETC” e no único hit do disco “Flores Astrais”, que são interpretadas com toda a expressividade da voz de Ney. A última oportunidade de ouvir o Secos e Molhados na formação original. Vinil de 12 polegadas.
Apresentando um estilo totalmente novo, batizado de manguebeat, a chegada de chico science & nação zumbi certamente mudou os rumos da música nacional. Um dos grupos mais inventivos dos anos 1990, lançou seu primeiro trabalho, “da lama ao caos”, em 1994. E é esse grande álbum da discografia brasileira que a polysom relança agora pela coleção “clássicos em vinil”. O disco foi produzido por liminha e é composto por 11 faixas. Apresentando ao brasil um ritmo que misturava o maracatu, rock, hip hop e funk, chico science & nação zumbi traziam em suas letras temas sociais que, mesmo após 20 anos, são atuais. Entre os grandes sucessos, estão a faixa-título, “samba makossa”, “a praieira”, “rios, pontes e overdrives”, entre outros. Lado a 1. Monólogo ao pé do ouvido/ banditismo por uma questão de classe 2. Rio, pontes e overdrives 3. A cidade 4. A praieira 5. Samba makossa lado b 1. Da lama ao caos 2. Maracatu de tiro certeiro 3. Salustiano song 4. Antene-se 5. Risoflora 6. Lixo do mangue.
Considerado um dos melhores álbuns de jorge ben, o disco tem a alquimia como um dos temas principais e alguns arranjos com efeitos especiais completando o clima cósmico. Nessa época, o músico estudava filosofia e teologia, especialmente a obra de tomás de aquino, citada em várias faixas, são dessa fornada o clássico absoluto “os alquimistas estão chegando os alquimistas”, “hermes trimegisto e sua celeste tábua de esmeralda” e “errare humanum est”. Sempre pregando a felicidade e paz de espírito nas letras e na sua irresistível base, o artista manda brasa com seu canto chorado e suingue malandro em outras pérolas do álbum como “o homem da gravata florida”, “o namorado da viúva”, “eu vou torcer”, “menina mulher da pele preta”, “minha teimosia, uma arma pra te conquistar”, “magnólia”, “zumbi”, “brother” e “cinco minutos”. Lado a 1. Os alquimistas estão chegando os alquimistas 2. O homem da gravata florida 3. Errare humanum est 4. Menina mulher da pele preta 5. Eu vou torcer 6. Magnólia lado b 1. Minha teimosia, uma arma pra te conquistar 2. Zumbi 3. Brother 4. O namorado da viúva 5. Hermes trismegisto e sua celeste tábua de esmeralda 6. Cinco minutos (5 minutos)
Em 1973, Chico Buarque viu sua segunda peça teatral, ‘Calabar, o elogio da traição’, ser cancelada às vésperas da estreia Escrita a quatro mãos com o cineasta Ruy Guerra, a obra relativizava a opção do mulato Domingos Fernandes Calabar, que lutou ao lado dos invasores holandeses contra a coroa portuguesa, entrando para a história oficial brasileira como um traidor. O general Antônio Bandeira, diretor-geral da Polícia Federal na época, proibiu a montagem, interditou o nome Calabar e até mesmo desautorizou a divulgação da censura. Obviamente, o LP com a trilha sonora da peça não escapou do veto autoritário. Sua liberação ocorreu ainda em 1973, mas apenas após mudanças radicais na capa, originalmente dupla, que estampava a foto de um muro pichado com o nome Calabar e passou a ser branca O título ‘Chico canta Calabar’ também foi trocado para ‘Chico canta’, pois as iniciais CCC lembravam o Comando de Caça aos Comunistas. O disco também sofreu alterações – apenas as versões instrumentais de ‘Vence na vida quem diz sim’ e ‘Ana de Amsterdam’ foram liberadas Personagem que chega ao Brasil em busca de melhores dias, a holandesa Anna ainda escandalizou os censores uma vez mais, ao explicitar seu amor homossexual por Bárbara, cuja canção ‘Bárbara’ teve o verso “no poço escuro de nós duas” subtraído da gravação. Coautor das composições, Ruy Guerra viu a palavra ‘sífilis’ (uma das “heranças lusitanas”) ser suprimida dos versos declamados por ele em ‘Fado tropical’ Posterior sucesso de Ney Matogrosso, a marcha ‘Não existe pecado ao sul do Equador’ teve os originais “vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor” trocados para “vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor”. De volta com sua capa original, ‘Chico canta Calabar’ representa o auge da perseguição sofrida pelo artista durante a ditadura. Como reação, seu disco seguinte, ‘Sinal fechado’, traria apenas composições de outros, ainda que entre Paulinho da Viola e Noel Rosa, aparecesse um certo Julinho da Adelaide. Mas isso já é outra estória...
“Todos os Olhos” é um marco na carreira de Tom Zé. Lançado em 1973, é um álbum experimental, angustiado, inventivo e genial. Os arranjos e as composições primam pela diversidade e por desenlaces inesperados. Os temas vão da São Paulo, que o baiano escolheu para viver, à Brigitte Bardot. Como letrista, Tom Zé faz poesia com o improvável, às vezes é alegres, outras tristes, mas sem nunca perder o sarcasmo que lhe é característico. São desse disco sucessos do compositor como “Augusta, Angélica e Consolação”, “Brigitte Bardot” e “Todos os Olhos”. Além de “Cademar” (quase um poema concreto), “Complexo de Épico”, a country “Dodó e Zezé” (com cavaquinho de Rogério Duprat), “Quando Eu Era Sem Ninguém”, “Botaram Tanta Fumaça”, “O Riso e a Faca”, “Um ‘Oh’ e um ‘ha’” e a melancólica versão de “A Noite de Meu Bem”, de Dolores Duran. LADO A 1. COMPLEXO DE ÉPICO 2. A NOITE DO MEU BEM 3. CADEMAR 4. TODOS OS OLHOS 5. DODÓ E ZEZÉ 6. QUANDO EU ERA SEM NINGUÉM LADO B 1. BRIGITTE BARDOT 2. AUGUSTA, ANGÉLICA E CONSOLAÇÃO 3. BOTARAM TANTA FUMAÇA 4. O RISO E A FACA 5. UM ‘’OH’’ E UM ‘’AH’’ 6. COMPLEXO DE ÉPICO
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